•   "No Brasil, o fundamentalismo evangélico é uma das maiores ameaças atuais a todas as conquistas das mulheres, sobretudo no campo dos direitos reprodutivos e direitos sexuais. Conquistamos muito, mas nada está efetivamente ganho, vivemos sob ameaças. Há um monopólio masculino absoluto em todas as esferas de poder e da política, mas há também um sistema político não nomeado, que é a supremacia branca e patriarcal no mundo. A supremacia masculina é ditada pelo contrato sexual e a supremacia branca, pelo contrato racial. Se uma sororidade pode ocorrer entre "nosotras", ela depende de quanto seremos capazes de desafiar esses dois contratos, simultaneamente."

      suelicarneiro
    Sueli Carneiro, Geledés (Brasil), no Colóquio Las Mujeres e la Política/ Fonte: Cfemea feminista
    Foto: Mel Bleil

  •   legalizarabortonoBrasil AMB     Pela Vida das Mulheres
    Articulação de Mulheres Brasileiras lança Nota de Repúdio ao Requerimento da CPI para criminalizar a luta pela legalização do aborto no Brasil.
    Clique aqui para ler o documento
  •   Plip midiademocratica   Entidades da sociedade civil e dos movimentos sociais se organizaram para encaminhar um Projeto de Lei de Iniciativa Popular das Comunicações para regulamentar o que diz a Constituição em relação às rádios e televisões brasileiras.

    Você conhece e já assinou o Projeto?
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soscorpo

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O SOS Corpo - Instituto Feminista para a Democracia é uma organização da sociedade civil, autônoma, sem fins lucrativos, fundada em 1981, com sede na cidade do Recife, Pernambuco, no Nordeste do Brasil. Propõe-se a contribuir para a democratização da sociedade brasileira através da promoção da igualdade de gênero com justiça social.

Postagens com a TAG mortalidade materna

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Ciberativismo - O processou que resultou no filme, lançado neste 25 de novembro, teve início a partir da elaboração de um roteiro para depoimentos, e a divulgação nas mídias sociais: as mulheres usuárias dos serviços de saúde foram convidadas a participar fazendo vídeos e fotos a partir de webcam, celular ou máquina fotográfica.

Esta ação de ciberativismo gerou um instrumento de denúncia do “modelo obstétrico doente e adoecedor” que temos em nosso país. (Fonte Blog da Saúde, de Conceição Lemes)

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O Projeto A Cidade que Queremos debate "Legalização do Aborto e Parto Humanizado - questões feministas e liberdade de escolha". No Recife, o projeto foi promovido pelo Coletivo Megafonne, dentro do Canal #PosTV

Deste debate, transmitido ao vivo, participaram Gigi Bandler e Ana Bosch, do Grupo de Teatro Loucas de Pedra Lilás; Sandra Valongueiro, médica, integrante do Comitê de Estudos sobre Mortalidade Materna/PE; e Silvia Camurça, AMB/Frente Nacional contra a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto. Mediação de Paula de Andrade, SOS Corpo.

Para assistir, clique aqui

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Artigo faz um balanço da Rio +20 no aspecto dos direitos reprodutivos, entre as lutas das mulheres por autonomia e liberdade.

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As complicações decorrentes do aborto são a quarta causa de morte materna, e estima-se que um milhão de gestações sejam interrompidas por ano no país. “O cálculo é feito segundo as internações decorrentes de aborto induzido.
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Universidade Livre Feminista via Adital / Por Natasha Pitts - Jornalista da Adital

Está cada vez mais perto a aprovação do projeto de lei (PL) que descriminaliza o aborto no Uruguai. Após o deputado do Partido Independente (PI), Iván Posada, aceitar as modificações propostas pela bancada da Frente Ampla (FA), agora a Câmara dos Deputados acumula os votos necessários para aprovar o PL.

Caso seja aprovada, a lei permitirá a interrupção de gestações com menos de 12 semanas e ainda ajudará a impedir que mulheres e meninas morram em virtude de abortos ilegais e malsucedidos.

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por Kauara Rodrigues, Cfemea

Nesse mês de maio, marcado pelo dia 28 como dia de combate à mortalidade materna, nós, mulheres brasileiras, devemos celebrar uma importante conquista dos movimentos feministas: a equivocada Medida Provisória nº 557/2011 perde a validade hoje, dia 31 de maio.

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Viomundo/Conceição Lemes - Na audiência com o deputado federal Arlindo Chinaglia, representantes de movimentos apresentaram suas críticas à MP 557, que limita os direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.

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De quem é a responsabilidade pela morte materna? Das próprias mulheres ou dos péssimos serviços de saúde? Quais as causas da morte materna? Como evitá-las? Vigiar as mulheres é um caminho?

Fórum de Mulheres de Pernambuco convida para o debate: Corpo das Mulheres: território de quem? Dia 8 de fevereiro de 2011. Das 18h30 às 21h, na sede do SOS Corpo. Real da Torre, 593 Madalena. Informações: 3087.2086

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Nota da AMNB sobre a Medida Provisória 557 de 26 de dezembro de 2011, via Geledés

A Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras – AMNB -, que tem como missão lutar contra o racismo, o sexismo, a opressão de classe, a lesbofobia e outras formas de discriminação, tendo em vista o conteúdo da MP 557 de 26.12.2011 manifesta o que segue:

- A morte materna é evitável na maior parte dos casos, mas tornou-se um grave problema da saúde pública no Brasil. Para nós, mulheres negras, a morte materna é vivenciada dramaticamente. Por termos em torno de nós toda uma comunidade a quem sustentamos econômica e afetivamente, a morte torna-se uma tragédia de amplo espectro. No Brasil, o risco das mulheres negras morrerem por causas relacionadas à gravidez, ao parto, ao pós-parto e ao abortamento é oito vezes maior do que o risco de mulheres brancas morrerem das mesmas causas. É fundamental destacar que por trás destes números está o racismo, que provoca descaso, negligência, falta de acesso a serviços e a informações para preservar nossa vida e nossa saúde.

- Nós, mulheres negras somos, portanto, as principais interessadas em medidas governamentais que visem superar o racismo e a violência institucionais que nos atingem. Por isso exigimos a implementação de ações, de programas, de projetos e de políticas que visem romper o ciclo de descaso e de ineficiência do Estado brasileiro no que concerne à promoção da nossa saúde e à prevenção da morte materna.

- Por tais razões, a AMNB se soma às organizações do movimento de mulheres do Brasil e do exterior, pela imediata revogação da MP 557. Esta medida, longe de oferecer ferramentas adequadas para que o SUS possa cumprir seu papel em preservar nossas vidas e saúde, e impedir a morte por causas evitáveis, contém uma série de equívocos e de armadilhas, a saber:

1) A edição da MP 557 sem consulta ou diálogo com as principais interessadas, as mulheres brasileiras, nós negras, em particular, e nossas organizações, atropela princípios de democracia e de participação conquistados e realizados por nossos movimentos sociais há muitas décadas. O mesmo equívoco foi cometido na edição do decreto da Rede Cegonha, o que demonstra grave déficit democrático e uma grande contradição do governo da primeira mulher a ocupar a presidência da república no Brasil;

2) O conteúdo da MP 557 desconsidera duas importantes conferências nacionais, de Saúde e de Política para as Mulheres, que dedicaram, em média, 6 dias de debates para a definição de diretrizes e ações visando a melhoria das condições de vida e saúde das mulheres brasileiras. Da mesma forma, a MP 557 desconsidera o papel do Conselho Nacional de Saúde como interlocutor privilegiado e como instância de deliberação sobre saúde no Brasil;

3) A MP 557 não garante a expansão da Rede de Saúde do SUS, com integralidade e eficiência;

4) A MP 557 não propõe medidas explícitas que permitam enfrentar e coibir a violência e o racismo institucionais conforme preconiza a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, inserida na Lei no 12.228/11, mesmo erro do decreto da Rede Cegonha. Negligencia o fato de que o racismo está por trás do péssimo atendimento e da falta de acesso e acolhimento a que somos submetidas;

5) A MP 557 expõe as questões de saúde das mulheres brasileiras às disputas e interesses das forças ultraconservadoras minoritárias na sociedade e no parlamento, fortalecendo estes segmentos num momento em que outras iniciativas próximas ao fascismo estão em curso (perseguição de moradoras/es de rua, a faveladas/es e sem-teto; criminalização de movimentos sociais; patrimonialismo descarado etc);

- A AMNB constata que a edição da MP 557, junto com as demais medidas lançadas até agora, não tem elementos suficientes para alterar substantivamente as condições de vida e de saúde que nós mulheres negras brasileiras temos hoje. Tampouco produzirá os resultados necessários para evitar a morte de mulheres negras ou mesmo de punir seus responsáveis.

- A AMNB reconhece que passos importantes foram dados pelo governo, especialmente ao colocar na Presidência da República a responsabilidade pela pauta da saúde das mulheres brasileiras e pela prevenção do grave problema da mortalidade materna. Da mesma forma que, ao retirar o termo nascituro do texto da MP 557, demonstra retomar o caminho do diálogo com as mulheres brasileiras e com nossos movimentos sociais organizados.

- A Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras – AMNB – ao mesmo tempo em que se posiciona contrária à edição da MP 557, reafirma a sua disposição de contribuir com o debate e com a construção de instrumentos que sirvam para a promoção da saúde e para a preservação da vida das mulheres, em especial, das mulheres negras brasileiras.

 

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Risco de morte materna em caso de aborto sem recomendações médicas (mais comum) é extremamente alto (180 graus)

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Felipe Prestes, Sul 21

Uma medida provisória que ganhou força de lei na semana passada gerou forte descontentamento entre militantes feministas. Por meio da MP 557, o Ministério da Saúde instituiu o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera. O objetivo do governo é ter um cadastro universal de gestantes e puérperas para prevenir a mortalidade materna, zelando para que as gestantes mantenham-se continuamente sendo acompanhadas durante e após o parto. A ideia de um controle sobre isto, porém, com um cadastro das gestantes foi vista como autoritária e como um possível instrumento para aumentar a repressão ao aborto.

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Universidade Livre Feminista questiona a Medida Provisória nº 557, sancionada em 26/12/11, no editorial "Opus Dei no Brasil: governo brasileiro institui sistema de vigilância de gestantes.

grande-irmaoVigilância e Bolsa Chocadeira: Governo federal brasileiro acaba de baixar uma Medida provisória, com força de lei, criando o Sistema Nacional de Cadastro, Vigilância e Acompanhamento da Gestante e Puérpera para Prevenção da Mortalidade Materna. Isso sisgnifica a obrigatoriedade do "cadastramento universal das gestantes e puérperas, de forma a permitir a identificação de gestantes". Será que, com o pretenso objetivo de vigiar as gestantes de risco, não estão mesmo querendo vigiar as mulheres que fazem aborto em casos de gravidez indesejada? e porque estão fazendo isso por Medida Provisória? É uma ação no mínimo estranha essa! 

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Memória Viva Feminista _ www.flickr.com/redesocialfeminista